
Qual a sua resistência ao estresse? Teste-a.
O estresse está se tornando a principal causa de morte no século 21.
Antes, o estresse era uma característica exclusiva daqueles que retornavam das guerras. Hoje, não necessitamos mais de guerras para apresentarmos os sintomas do estresse. As condições da vida moderna, aliadas às crises emocionais, induzem ao estresse. O desemprego, o trânsito nos grandes centros, a competição excessiva no ambiente de trabalho, o excesso de informação, os relacionamentos familiares conturbados e, sobretudo, a insegurança, substituem com vantagem, as condições do estado de guerra.
Quando há estresse, todos os aspectos da vida são afetados. O estresse causa dor e sofrimento e torna as pessoas vulneráveis às doenças.
Estima-se que 32% da população da cidade de S. Paulo seja afetada pelo estresse, de acordo com dados do Jornal Folha de S. Paulo, em publicação recente. Em alguns grandes centros do Primeiro Mundo isto é superior a 50%.
Veja um exemplo típico, tirado de uma publicação do Publifolha.
“Era uma época incrivelmente ruim na empresa onde Henrique é supervisor. Com sérias dificuldades, ela estava fazendo demissões drásticas e adotando mudanças radicais em seus métodos e práticas de trabalho. Obrigado a trabalhar 12 horas por dia, Henrique pouco via a família. Ele quase sempre se sentia infeliz e sabia que algo estava errado. Tinha dores de cabeça crônicas e dificuldades de se concentrar e de dormir. Estava com o pavio curto. Mas Henrique não era de se queixar, não queria arriscar o emprego tirando umas férias e, por isso, não disse nada. O que o salvou, diz ele hoje, foi ter pegado pneumonia. A doença lhe deu tempo para refletir, colocar as coisas em ordem e recarregar as baterias. No momento em que retornou da licença, ele havia tomado decisões sérias e passou a ter controle sobre sua vida no trabalho”
Nós, geralmente não admitimos que estamos estressados. Como a rã, em uma panela quente (citado em “Vencendo a crise” de Tom Peters) , nós vamos sendo “fervidos”, sem percebermos, lenta e inexoràvelmente. Até a morte!
De início não percebemos que possamos estar estressados, mais adiante passamos a não querer reconhecer o estado de estresse. Em algumas vezes uma sensação, ainda que passageira, de estímulo ou empolgação camufla por mais tempo ainda, a nossa percepção do estresse. Porque existe um estresse bom. O grande segredo é saber distinguir quando ele é bom e quando ele nos mata aos poucos. Ele é capaz de se transformar em um “assassino silencioso”,
Vamos conhecer juntos, a história de Sara.
“Uma carreira meteórica: com apenas 33 anos, ela acaba de ser promovida para o conselho diretor de uma Grande Agência de Publicidade. A carga de trabalho duplicou, mas a função é extremamente compensadora. Ao retornar para casa, na noite anterior e após um longo jantar com clientes, ela estava exausta, nem pode conversar com Davi, seu companheiro, sobre os planos do casamento. Ela não tem dormido bem. Agora, depois de uma chuva torrencial, o trânsito travou de vez e de seu íntimo brota uma sensação ruim, de tristeza. Após uma hora de atraso, o importante cliente que a aguardava no escritório desistiu de esperá-la e foi embora. Ainda sem fôlego, ao chegar à sua sala, sua principal redatora, entra toda radiante, para informá-la que está grávida. Seu diretor geral lhe telefona para saber o que houve para não ter atendido um cliente tão importante. Pressão de todos os lados. Na parte da tarde, durante uma apresentação, ela sente dificuldade em se concentrar, e seu pensamento volta-se para Davi. Raramente se vêem e quando o fazem, discutem. Fica difícil tratar do casamento. A carreira a consome tanto que nem se lembra de quando esteve com suas amigas.
Hoje ela conseguiu deixar o escritório às 19h30, mas de novo o trânsito e, ao chegar à sua casa, mais de uma hora depois, está exausta e emocionalmente esgotada. Davi entra de repente na cozinha e com um ar sarcástico, diz: “finalmente vamos poder conversar?”.
E como resposta um copo de água voa em sua direção. Sara cai no choro.”
Diante desse quadro o que fazer?
Quando as emoções são excessivamente fortes nós tendemos a agir irracionalmente.
Enfurecidos, somos incapazes de raciocinar adequadamente, de tomar decisões sensatas.
Dificuldade de dormir, tremor na voz, irritação estomacal, falta de perspectiva, dificuldade em nos concentrar, afastamento das relações sociais, redução de relações sexuais, cansaço emocional, uso do álcool para relaxar, baixo autocontrole, irritabilidade, etc.? saiba mais [+]
Veja-se dirigindo em uma estrada, com o pensamento absorto em algo importante que terá pela frente. Está escuro, chove e a visibilidade é muito baixa. Um caminhão o ultrapassa na curva e fecha seu carro, porque está vindo uma carreta pela outra pista. Centímetros separam a dianteira de seu carro do caminhão, que o fechou. O que ocorreu? Pés e mãos, em um movimento sincronizado conseguiram frear e controlar o carro sem maiores problemas. Restou-lhe apenas aquele gosto estranho, que desceu pela garganta: adrenalina pura.
Outras reações possíveis, nestas circunstâncias: olhos esbugalhados e pupilas dilatadas, coração acelerado e aumento de pressão sangüínea, maior fluxo de sangue no cérebro, grande apreensão, respiração acelerada, aperto no estômago, suor intenso. Com essa fisiologia você enxerga mais, leva mais açúcar e oxigênio ao sangue, o raciocínio fica mais alerta e claro, aumenta a concentração e os músculos ficam mais oxigenados, o sangue flui para onde é mais necessário, o corpo esfria.
O que houve exatamente? – O cérebro emocional assumiu o controle da situação, no lugar do cérebro racional, que costuma ser mais lento. O instinto de sobrevivência foi quem falou mais alto: “lutar ou fugir”. Depois disso, tudo volta ao normal, uma quase paz se instala, ficando tudo em um “estado constante”.
Mas quando estas “emergências” se repetem com freqüência podem ocorrer danos, como por exemplo, dores de cabeça por tensão, dores no peito, problemas de pressão sangüínea. Dores musculares, ansiedade, medo, problemas intestinais, indigestão, ulcera, etc. No fim, o próprio sistema imunológico pode vir a ser afetado. É quando começam aparecer as doenças. De início, apenas resfriados, gripes, alergias, o que, se não cuidado adequadamente pode levar, nos casos mais graves, aos problemas cardíacos, câncer, etc. saiba mais [+]
A evolução do estresse se dá em três fases: alerta, resistência e exaustão. Neste teste é avaliada em que fase o seu estresse se encontra com base em alguns sintomas que costumam estar relacionados a cada uma delas. É importante alertar que as formas pelas quais o estresse se manifesta podem mudar muito de pessoa para pessoa e que este teste é apenas uma referência.
A primeira fase ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor e o seu corpo perde o seu equilíbrio. Tem-se os seguintes sintomas:
Se você tem menos que 7 desses sintomas é possível que o seu corpo não esteja sendo afetado pelo estressor. Lembramos mais uma vez que este teste não é muito preciso e que casos de estresse podem se manifestar de formas diferentes.
Se você tem 7 ou mais destes sintomas é provável que já tenha atingido a fase de alerta.
Continue o teste.
Na segunda fase o corpo tenta voltar ao seu equilibrio. O organismo pode se adaptar ao problema ou eliminá-lo. Tem-se os seguintes sintomas:
Se você tem menos que 4 desses sintomas sua fase de estresse é de ALERTA.
Se você tem 4 ou mais destes sintomas você provavelmente já atingiu a fase de alerta e ultrapassou.
Continue com o teste.
A exaustão é a terceira fase do estresse. É perigosa pois se tem diversos comprometimentos físicos em forma de doença. Os sintomas são:
Se você teve menos que 9 desses sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é RESISTÊNCIA.
Se você teve 9 destes sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é EXAUSTÃO e deve-se procurar ajuda médica.
Se você se enquadra em alguma das fases aqui mostradas deve-se procurar alguma forma de cuidado adequado.
E agora o que irei fazer? – “Se você continuar fazendo o que sempre fez, obterá o que sempre obteve” – Veja como aqui.
E como primeiro passo, um poema para trazer prazer ao seu cérebro direito.
Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido;
na verdade, bem poucas pessoas levariam a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu
sensata e produtivamente cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver,
trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feito a vida:
só de momentos - não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma
sem um termômetro, uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas;
se voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo.
Autoria? – Uma curiosidade [+]
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