Coaching

HÁBITOS SAUDÁVEIS

Alimentos. Alimentos funcionais. Alimentos ricos em água..

O organismo humano é composto de 70% de água. Consumir alimentos que contenham a mesma porcentagem de água nos parece o mais adequado. As frutas e os legumes são os que estão mais próximos. Assim, melhor do que tentar afogar o nosso organismo, ingerindo litros de água, é consumir frutas e vegetais que, além de nos fornecer outros nutrientes, repõe o liquido essencial ao corpo. No organismo com deficiência em liquido o sangue passa a ter um peso específico maior, com isto dificulta a eliminação das células alteradas e dos tecidos menores, deixando o corpo mais envenenado com seus próprios resíduos.

A água, sem dúvida o melhor dos solventes, tem essa função primordial que consiste na remoção de tudo que é tóxico e que é fabricado pelo organismo, como as excreções dos rins, da pele, dos intestinos e dos pulmões. Os elementos tóxicos não eliminados atraem doenças. É inegável que a qualidade da vida do homem depende da qualidade do seu sangue. Observe que os maiores e mais fortes animais são herbívoros e como tais são aqueles que mais consomem alimentos ricos em água. Os abutres, que se alimentam somente de carnes...mortas, justificam certamente a sua aparência.

FrutasOutro fator importante na alimentação, consiste na combinação correta dos alimentos. “Cuide de seu estômago nos primeiros 50 anos que ele cuidará por você nos seus outros 50”. Afirmação do Dr.Steven Smith, no seu aniversário de 100 anos!

Existem vários estudos tratando da combinação dos alimentos. No entanto algumas combinações, tradicionais em nossa alimentação ocidental, parecem totalmente nocivas ao organismo, como por exemplo: carne com batata, queijo e pão, etc.  Eis a explicação: alimentos diferentes são digeridos de maneiras diferentes. Alimentos que contém amidos (arroz, pão, batatas) requerem um meio digestivo alcalino, suprido pela enzima ptilina. Já os alimentos protéicos (carne, laticínios, nozes) requerem um meio ácido, o ácido hidroclorídrico e pepsina. Dá para imaginar o que pode acontecer logo ap´9os uma farta refeição? O suco gástrico, de composição alcalina e ácida, simplesmente é neutralizado. Não é isto que se aprende na química? Resultado: a digestão não termina nunca. Isto quando não resulta em outros agravantes.

É importante salientar que alimentos indigestos ou paralisados na digestão significam bactérias, fermentação, decomposição que resultam nos conhecidos distúrbios gastro- intestinais, gases, etc.
Em resumo: combinações incompatíveis de alimentos resultam em perda de energia e perda de energia é a chave para atrair doenças. Sabemos ainda que ácidos em excesso espessam o sangue que ao fluir mais devagar acaba roubando mais oxigênio do organismo. Recentemente (2004) o Tagamet (indicado para distúrbios do estômago) tornou-se o medicamento mais vendido nos EUA.

Quando a digestão é muito longa e gasta muita energia nós ficamos com o corpo cansado, mesmo apos uma noite de sono. Outro hábito muito comum, a ingestão de líquidos durante as refeições dilui o suco gástrico, diminuindo assim o seu efeito e atrasando a digestão. Se for gelado pior ainda: é como se jogássemos água no fogo da nossa fritura!

Em estudos em animais já ficou provado que para aumentar a longevidade diminui-se drasticamente a quantidade de comida ingerida. Conclusão do Dr. Ray Walford, (pesquisador da UCLA); “ a subnutrição é, até o momento, o único método que conhecemos que coerentemente retarda o processo de envelhecimento e prolonga o máximo o tempo de vida de animais de sangue quente.”

Frutas são alimentos quase perfeitos, pois além da grande quantidade de água, contém frutose. Frutose se transforma em glicose, que é o combustível do cérebro. Outro hábito nefasto: frutas devem ser ingeridas antes das refeições e não depois. Explicação simples: a digestão das frutas acontece normalmente no intestino delgado. Assim, frutas ingeridas logo após as refeições, ficam estacionadas (fermentando) aguardando o término da digestão e que o estômago lhes abra passagem. Com isso ficamos arrotando aquele desconfortável sabor. A fruta nos protege contra as doenças do coração, afirma o  Dr. William Castillo, da Clínica Cardiológica Framington. Frutas contêm bio-flavonóides, que liquidificam o sangue evitando a obstrução das artérias. Elas fortalecem os capilares, evitando sangramentos internos e os ataques cardíacos. Fruta é, além de fonte de energia, de fácil digestão, o que ainda economiza energia. Por fim tanto fruta quanto suco devem ser consumidos frescos.

Proteínas, de quanto precisamos de proteína?

Um dos principais derivados do metabolismo da proteína é a amônia. As proteínas são fornecidas principalmente pela carne e pelo leite. É sabido que a carne contém altos índices de ácido úrico. As pessoas com leucemia também têm níveis elevados de ácido úrico no sangue. O excesso de ácido úrico acumulado nos tecidos provoca gota e pedras na bexiga. Os judeus consomem carne à moda kosher, onde o sangue é drenado. Ocorre que esta carne não tem gosto ou seja, carne sem ácido úrico não tem sabor. O ácido úrico normalmente é eliminado pela urina do animal.

Enquanto o animal está vivo um processo osmótico no cólon impede que as bactérias passem para o animal. Uma vez morto elas passam livremente. Nós comemos carne de animal morto. Na carne envelhecida (maturada) a situação está mais avançada ainda. A putrefação (Processo de oxidação natural que ocorre em virtude da ação de bactérias e fungos) começa no instante em que o animal cessa de respirar. No processo da matança as carnes podem estar assim, com o mesmo nível de contaminação do esterco.
O leite, que contem fortes hormônios de crescimento, destina-se a fazer um bezerro crescer 400kg em dois anos, o que evidentemente não se aplica aos seres humanos. Por outro lado alega-se que as alergias constantemente atribuídas ao leite podem ser decorrentes da dificuldade do organismo humano em metabolisar adequadamente a proteína do leite, a caseína (diferente da lacto-albumina, do leite humano). O leite não é a única fonte de cálcio que existe.

Na próxima vez que espirrar, ao invés de dizer que pegou um resfriado que tal se dissesse que “comeu um resfriado” ou que “comeu uma alergia”?

O Barato do Corredor

“Praticar esportes faz bem, o exercício físico é bom para a saúde, etc.” Ninguém, em sã consciência, ousaria contradizer estas afirmações. Mas o que de fato acontece? Como explicar esse fenômeno que, a cada ano, atrai um batalhão cada vez maior de pessoas?

O ser humano se desloca desde os seus primeiros instantes, seja para se defender, seja para buscar o alimento, ainda que no início tenha sido sobre quatro patas. Seriam os tão comuns males da coluna ainda em razão da pouca adaptabilidade do homem à posição ereta, como bípede?

Por milhões de anos, para se deslocar em terra, o homem o fez sobre suas pernas ou no lombo de animais. Os meios de transporte dos tempos atuais, começaram a aparecer há menos de 200 anos. Em razão disso, o homem, diferentemente dos demais mamíferos, tornou-se um ser totalmente sedentário. Foi então que o exercício físico, mais do que um prazer, passou a ser uma necessidade.

 Felizmente, na prática do esporte, existe quase sempre um grande prazer, que pode transformar-se até mesmo em uma dependência. Vamos chamá-la de “boa dependência”, um pouco como existe o “bom colesterol”.  Para entender melhor, veja o exemplo a seguir.

Alessandra, todos os finais de tarde, ao sair do trabalho, passou a correr em volta da lagoa do Parque Portugal, em Campinas. No início era apenas um pretexto para ficar mais tempo junto do namorado. Após uns dois meses, ela começou a notar que tanto ela quanto o namorado ficavam cada vez mais em silêncio durante a corrida. Ela notou também que após 10 ou 20 minutos de corrida sua mente parecia disparar: um verdadeiro desfile de idéias, de projetos...uma quase euforia. Ela nunca chegou a comentar a respeito com o namorado, que também, como ela, tinha ficado menos falante.

O que aconteceu com a Alessandra, acontece com a maioria das pessoas que exercitam o corpo: por um processo, ainda misterioso, o exercício impacta o cérebro emocional, que libera pequenas moléculas, chamadas endorfinas, cuja ação é parecida com a do ópio e seus derivados (morfina e heroína). Os receptores para as endorfinas, que estão todos no cérebro emocional, são tão sensíveis que irradiam uma enorme sensação de bem-estar, de quase euforia, o que explica as reações da Alessandra.

Diferentemente do ópio, que exige doses cada vez mais altas, para continuar produzindo as mesmas sensações, as endorfinas, resultantes do exercício físico, são estimuladas por um mecanismo que se torna muito sensível. O praticante do exercício, além de saborear melhor os grandes prazeres da vida, sente também “mais” prazer nas pequenas coisas: amizades, animais de estimação, “hobbies” etc. Com o espírito mais aguçado, a mente mais aberta, essas pessoas se satisfazem mais facilmente: a experiência do prazer é o oposto da depressão. “Ausência de prazer”, não é assim que conhecemos a depressão?

A “febre da pedalada”, o “barato do corredor” são expressões conhecidas, que explicam esta quase dependência que pode resultar da prática do esporte.

É muito fácil entender porque a prática do exercício traz enormes benefícios para o nosso organismo, física e psicologicamente. Vejamos alguns exemplos, mais comuns. Estudos mostram que é possível combater a ansiedade com uma prática esportiva. Pedalar em uma bicicleta estacionária, por exemplo, fazia os seus praticantes se sentir com mais energia e mais relaxados. Observou-se ainda que pacientes que faziam exercícios regularmente pareciam estar mais “protegidos” contra o medo e o desespero. Isto foi constatado em um grupo de pessoas, soropositivas, no momento de receberem os seus diagnósticos, naquele tempo em que tais diagnósticos significavam uma sentença de morte.  Nesse mesmo grupo constatou-se que a ação das chamadas células “assassinas naturais” (AN), as grandes guerreiras do sistema imunológico, era muito mais eficaz no combate contra as invasões externas, como o vírus da AIDS.

Extremamente sensíveis às nossas emoções, quanto melhor nos sentimos, mais energia as nossas células ANs têm para nos defender, o que explica porque o exercício físico nos ajuda nos períodos de estresse e depressão. Sem o exercício elas tenderiam a ficar abatidas e parariam de se multiplicar.
Uma descoberta mais recente diz respeito a atuação do exercício na variabilidade do ritmo cardíaco. Traduzindo: o nosso sistema para-simpático (o “breque” fisiológico que traz períodos de calma) se torna mais saudável e forte. Isto nos protege contra os ataques de pânico e de ansiedade, uma vez que resulta em maior equilíbrio entre os dois ramos do sistema nervoso autônomo. Boca seca, coração acelerado, suadouro, aumento da pressão, são sintomas de um sistema simpático hiper-ativo. Somente um sistema para-simpático forte tem condições de bloquear o sintoma da ansiedade.

Se é tão bom e faz bem porque as pessoas demoram tanto em se colocarem em movimento? Ou o que é pior: porque uma grande maioria, inscreve-se em uma academia, freqüenta por dois ou três meses e depois abandonam? As respostas. Em primeiro lugar é necessário um tempo mínimo de prática, tanto em duração quanto em regularidade para começar a sentir os efeitos. Em segundo lugar (o que ocorre com mais freqüência em academias) as pessoas fazem exercícios que não são adequados ao seu organismo ou que não lhes trazem nenhum prazer. Pedalar em um parque é muito diferente de pedalar em uma sala fechada; correr em volta de um lago nem de longe se compara com uma esteira dentro de uma garagem sombria ou fria.

O importante é começar suavemente, “deixe-se guiar pelo seu corpo”, como diz o Dr. D. Servan-Schreiber. Busque o seu limite, mas nunca o ultrapasse, em algum momento você irá atingir o seu “estado de fluxo” (do Dr. Csikszentmihalyi). O limite é a porta do “fluxo” como aquela ultima agarra, que o escalador sente na pontinha de seus dedos, não além deles, pois do contrário ele nem teria como saber se ela está realmente lá.
Por fim uma recomendação: qualquer atividade esportiva será muito mais duradoura e efetiva se realizada junto com outras pessoas. A explicação é simples: passa a existir um compromisso (horário, local), uma competição saudável (naturalmente um quer fazer melhor do que o outro), um incentivo mútuo (nós costumamos nos sentir bem quando os outros se sentem bem, é da natureza humana).

Por uma Vida Equilibrada

Um paradoxo: em um mundo dito “sem trabalho” aqueles que trabalham o fazem cada vez mais! Onde está o desequilíbrio? Certamente nos dois campos. A necessidade de continuar mantendo um certo padrão de vida, obriga as pessoas a adotarem jornadas de trabalho, de 10, 12 horas! Estudos recentes mostram que o volume de trabalho aumentou, os prazos para as tarefas têm diminuído e na mesma proporção, mas em sentido inverso, estão aumentando os sentimentos de irritabilidade, ansiedade e depressão, com reflexos diretos em nossas conexões com os outros.

Seria o caso de se afirmar que está ficando cada vez mais distante o tão desejado equilíbrio entre trabalho e vida familiar, por exemplo? – Não. Um movimento ainda incipiente e que encontra eco na maioria dos paises ocidentais, tem atraído a atenção, não só de estudiosos, mas de várias camadas da população, no sentido de buscar um maior equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. A origem disso está na revisão dos sistemas de valores, particularmente quanto ao significado do dinheiro.

Bem-estar vai além de status, padrão de vida, posses. Bem-estar, está mais próximo de realização, do fato de poder contribuir, de encontrar um sentido para a nossa vinda a esse mundo. Vida equilibrada pressupõe a perspectiva de bons relacionamentos, de se sentir útil, de promover um corpo e uma mente saudáveis, e claro, de um trabalho que gratifica e enaltece.

A roda da vida

A roda da vida é uma ferramenta utilizada em coaching. Sua função é de situar no tempo os efeitos das mudanças que empreendemos. Faça a sua. É muito simples. Escolhas os oito setores mais importantes d esua vida, como trabalho, ambiente físico, relacionamentos, etc e coloque-os como no exemplo ao lado. Faça sub-divisões, se achar conveniente, como por exemplo no setor “saúde” coloque saúde física e mental e assim por diante. Agora responda à pergunta: “qual o meu grau de satisfação com relação a cada setor?”. Coloque a porcentagem.  Feito o diagnóstico procure tirar proveito dele agora. Olhando para a roda, com bastante atenção, procure identificar em qual (ou quais) do setores se você dedicar uma atenção maior, terá resultados mais rápidos ou mais significativos, inclusive sobre os demais setores? Isto é conhecido como alavancagem. Um pequeno esforço produz grandes resultados. Quantas vezes já nos ocorreu de ao resolver algo, às vezes simples, que nos afligia, a nossa via como um todo melhora.

Reveja as porcentagens atribuídas periodicamente.

Pequenas ações – Grandes resultados

-Se está sem tempo, faça menos, estabelecendo critérios e prioridades;

-Dê ouvidos a sua intuição, ouça o bom senso;

-Nunca perca o controle do seu ritmo de vida, aprenda a dizer não;

-Saiba construir a sua rede aliados, lembrando que aliado não é necessariamente aquele que concorda com tudo que você faz;

-Busque se cercar de parceiros positivos, valorize aqueles que têm iniciativas nesse sentido;

-Conecte-se com o mundo, com os outros e – com você mesmo. Transforme-se naquela pessoa que todo mundo quer ter por perto a qualquer tempo.

Auto-percepção

Para agir preciso antes me conhecer.

-Como você quer se sentir? - Mais do que o fato, interessa o que se pode fazer com ele.

-Quais são os seus valores?  Para conhecer os seus valores comece respondendo à pergunta: “o que é importante para você?”- Viver de acordo com os seus valores, significa estar congruente. Valor é o combustível o fará entrar em ação.

-Sucesso é uma química de cuja reação resulta em mais sucesso. Se auto-alimenta.

-Bloqueios acontecem quando ações vão de encontro com os valores.

Oportunidades – aproveitar sempre

Sorrir ou cumprimentar alguém na rua ou no corredor, dar passagem com um gesto amplo. Em nosso cotidiano as oportunidades de tornar a vida das pessoas mais leve são inúmeras: um sorriso, um gesto, uma palavra. Em casa, no trabalho, na rua. São tantas as possibilidades, incontáveis as oportunidades de tirar as pessoas de seus marasmos, afastá-las de seus diálogos internos, recorrentes e estressantes. Um simples sorriso no trânsito pode substituir o medo de alguém. 

 

Sites:

www.i-coaching.com.br

Carta de Maio

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